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Entidades fazem manifestação na Alepe para lembrar dois meses do assassinato de Sandro Cipriano

Entidades fazem manifestação na Alepe para lembrar dois meses do assassinato de Sandro Cipriano

Representantes da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), entidades da Sociedade Civil Organizada, militantes dos direitos LGBTI+ e integrantes da Comissão de Direitos Humanos da ALEPE fizeram na tarde desta quarta-feira (28/08), no Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), uma manifestação para lembrar os dois meses do assassinato do educador e militante LGBTI+ Sandro Cipriano, morto no dia 28 junho de 2019, no município de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco, e cobrar medidas efetivas para combater a LGBTFobia no Estado de Pernambuco.

A sociedade civil organizada exige medidas concretas para combater a LGBTFobia e os crimes com esta motivação. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social, 963 pessoas foram vítimas de violência motivada por LGBTfobia em Pernambuco em 2018. Em 2019, até o mês de junho, 478 pessoas foram vítimas de violência com a mesma motivação. O Recife é a cidade com maior número de registros de violência por LGBTFobia, com 450 casos entre janeiro de 2018 e junho de 2019.

Os movimentos sociais também querem um posicionamento formal do Governo de Pernambuco sobre as 10 audiências públicas sobre políticas sociais para a população LGBTI+ já realizadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MP-PE). Apesar de ter inserido, através de decreto (Nº 39.542/2013), a LGBTfobia nas fichas de notificação de crimes desde 2013, na prática os homicídios com esta motivação ainda são subnotificados em Pernambuco. Sem dados oficiais não é possível planejar políticas públicas eficazes que atendam a população LGBTI+, invisibilizando este tipo de violência.

Quem foi Sandro Cipriano?

Além de sua atuação na ONG Serta (Serviço de Tecnologia Alternativa) – onde era professor no curso de Agroecologia; da atuação em defesa da agricultura familiar e dos direitos LGBTI+, e de fazer parte da diretoria da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais em Pernambuco (Abong-PE), Sandro Cipriano era presidente da Rede LGBTI+ de Pombos e coordenador da Rede LGBTI+ do Interior de Pernambuco – que ajudou a formar e fortalecer e reúne ativistas de vários municípios do estado. Cipriano considerava prioritária a valorização das políticas de defesa dos direitos LGBTI+ e a interiorização destas ações.

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