Parcerias

Busca coletiva de soluções, com foco na garantia dos direitos humanos e da equidade de gênero

Agências ONU

Desde o ano 2001 a Gestos tem acompanhado os acordos e resoluções firmados nas Nações Unidas sobre HIV e Saúde Sexual e Reprodutiva. Temos participado do monitoramento e desdobramentos da UNGASS-AIDS e, desde 2008, das sessões anuais da Commission on Population and Development e Commission on Status of Women, como parte das delegações brasileiras.

Além disso acompanhamos os debates e definições sobre propriedade intelectual na área de medicamentos antiretrovirais da Organização Mundial do Comércio, as resoluções sobre AIDS e violência da Organização Mundial da Saúde. Em 2012, iniciamos o acompanhamento da agenda sobre os mecanismos inovadores de financiamento, através do Leading Group, com ênfase na criação de uma taxa sobre transações financeiras internacionais como meio de angariar novos recursos para o desenvolvimento humano e sustentável.

Fundações

As agências de cooperação internacional são corresponsáveis por grande parte da capacidade das ONG brasileiras em produzir tecnologia social e sistematizar conhecimentos, promover ações educativas e apoiar diretamente as populações em contexto de vulnerabilidade social. Elas contribuíram diretamente para o processo de democratização do país e, nos anos mais recentes, nos ajudaram a construir uma sólida agenda de demanda de direitos sociais, econômicos, culturais e direitos civis e políticos no Brasil.

A primeira agência de Cooperação internacional a apoiar a Gestos foi a Misereor, da Alemanha. Essa parceria continua até hoje. A mais recente a se somar à nossa lista de parceiros foi o Open Society Institute, dos EUA. Mas ao longo dos anos, muitas parcerias foram significativas para as ações da Gestos; entre elas, destacamos a Fundação Ford (EUA) e Terre des Hommes, da Holanda.

Ainda nos falta um marco regulatório nacional para as ONG que signifique a reposição dos recursos da cooperação internacional que, gravemente afetada pelas recentes crises financeiras e econômicas dos países ricos, tem se retirado do país.

Governos

Apesar de acreditarmos que o oferecimento de serviços para as pessoas vivendo com HIV e AIDS é responsabilidade do Estado, as organizações não governamentais brasileiras ainda são convocadas a garantir muitas das ações de ponta, seja pela limitada capacidade técnica da gestão pública, seja pela nossa capacidade de articular, dialogar e apoiar uma parcela da população com a qual o governo ainda tem dificuldade de dialogar e, consequentemente, atender suas demandas. Este é o caso do público atendido pela Gestos, inserido em um contexto de pauperização e alta vulnerabilidade social no qual o estigma, o preconceito e a discriminação ainda são os piores sintomas da AIDS.

A Gestos, desde sua criação, tem estabelecido parceria e diferentes convênios com as três esferas do Estado, em todos os níveis. No âmbito federal, por exemplo, temos realizado ações e projetos com o Ministério da Saúde desde 1994, sempre focando na promoção dos direitos humanos das pessoas vivendo com AIDS. Também temos parcerias com as Secretarias de Saúde, Educação e da Mulher em Pernambuco, através de projetos pontuais e ações educativas. Nos últimos anos, ampliamos as parcerias municipais, antes praticamente restritas à cidade do Recife, através de convênios com as prefeituras de Olinda e Jaboatão. Para os proximos anos esperamos ampliar nossos convênios também com as áreas de direitos humanos, cultura, educação e desenvolvimento social.

ONGs

Estamos vivendo uma situação sem precedentes de desmantelamento do controle social da resposta à epidemia de HIV-Aids no Brasil. O sucesso da política brasileira sempre esteve pautado num trabalho conjunto entre Estado e sociedade civil organizada, que não apenas cobrava ações efetivas das autoridades – como foco nos direitos humanos - mas também era protagonista no desenho e implementação das políticas.

Que não se enganem os céticos em relação ao papel e importância desses grupos: certamente a crise das associações que trabalham com o HIV e mesmo os grupos de pessoas vivendo com o HIV é a crise da resposta brasileira à epidemia. Importantes organizações dedicadas ao tema do HIV-Aids fecharam suas portas depois de anos de serviço público relevante.

Redes

Há quem veja as redes como a mais significativa inovação humana no campo da organização da sociedade nas últimas décadas. A Gestos, por princípio, acredita e valoriza o trabalho em rede e tem buscado atuar sempre articuladamente com muitos parceiros, aos quais nos somamos global, regional e localmente, a partir de valores e objetivos em comum.

Nossas ações em parcerias com tantas Redes, tem se desdobrado em múltiplos níveis e contribuido para fortalecer movimentos em prol de sociedades mais justas, equitativas. Nossas alianças com tantas redes tem ampliando nossa capacidade de colaboração e cooperação, especialmente de cooperação sul-sul, fortalecendo uma agenda coletiva de defesa e promoção dos direitos humanos.