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Após 16 anos, comunicação e HIV voltam a ser foco de debate durante o II Comunicaids

Após 16 anos, comunicação e HIV voltam a ser foco de debate durante o II Comunicaids

Nessa quinta-feira (15), a Gestos promoveu o II Comunicaids. Realizado pela primeira vez desde 2005, o encontro (virtual) teve como objetivo debater, no contexto da pandemia de Covid-19, estratégias de comunicação que promovam o acesso a informação e prevenção ao HIV e Aids, como também inclusão e garantia de direitos para as pessoas vivendo com HIV e Aids (PHVA), de maneira a combater o estigma social e o preconceito.

Assim como ocorreu na primeira edição, deste seminário nascerá uma publicação contendo recomendações atualizadas ao Governo Federal e à sociedade civil, onde irão constar maneiras inclusivas para a implementação de políticas efetivas de comunicação sobre HIV e Covid-19.

O evento promoveu discussões de grupo com forte teor propositivo e, ao longo de toda a programação, influenciadoras/es digitais e ativistas do Movimento Aids fizeram intervenções em vídeo, respondendo perguntas pré-selecionadas que deram o tom das palestras e exposições distribuídas ao longo de três painéis temáticos.

 

Painel 1 – Comunicação & Aids: O que é? Como acontece? Quem faz?

– Analisando a realidade e formulando respostas.

 

Renato Guimarães, assessor de Comunicação e Advocacy da UNAIDS Brasil, foi o primeiro a palestrar, compartilhando estratégias inovadoras internacionais em comunicação e AIDS no contexto da Covid-19. Tomando como ponto de partida, ele destacou o impacto que o HIV tem sobre os sujeitos sociais, dando ênfase às relações entre comunidade e indivíduo.

Embasado nos dados do Relatório Global do UNAIDS 2021: Enfrentando Desigualdades – Aprendizados dos 40 anos de AIDS para respostas a pandemias, o painelista indicou a existência marcante de fatores agravantes nos riscos de contágio por grupos sociais e relações de gênero, sexualidade e classe. “São números que refletem o impacto que essa pandemia [da Aids] tem nesses públicos”, evidenciando a disparidade brutal entre o grau de infecção de corpos brancos, quando comparados ao de pessoas autodeclaradas pretas ou pardas (4 vezes maior).

Para ele, essa desproporção não é algo sem razão, pois a desigualdade social no Brasil, onde (paradoxalmente) o acesso à saúde pública é universal, atinge diretamente uma parcela especifica da população, marcadamente preta e oriunda dos estratos mais carentes da sociedade.

“Por isso é que para nós da Unaids, o tema da estigma, da discriminação e da desigualdade social, são fundamentais e tem aspectos não apenas econômicos e de políticas públicas, mas também de envolvimento, de mobilização, de comunicação e de participação ativa da sociedade nessa discussão e, sobretudo participação ativa das pessoas que são diretamente afetadas por essa pandemia, que são infectadas e que vivem isso com suas famílias”, comentou, reafirmando que: “não há outra forma de combatermos o estigma e a descriminação, que não seja dando voz às pessoas que evidentemente vivem e melhor compreendem essa situação”.

Quem também apresentou dados relevantes para pensar as possibilidades de ação comunicativa foi Carla Almeida, do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids em Santa Catarina (Gapa/SC). Socióloga de formação, ela trouxe os resultados obtidos durante uma pesquisa desenvolvida por movimentos sociais e organizações da sociedade civil, que avaliou o impacto da Covid-19 nas ações de prevenção, diagnóstico e assistência às pessoas vivendo com HIV, Aids e tuberculose, frente ao plano emergencial de enfrentamento à nova pandemia.

“A primeira coisa que a gente tem que entender”, disse Carla Almeida, “é que as estratégias de comunicação construídas para a Covid-19 têm um contexto muito diferente daquelas que foram construídas para o HIV e Aids”, ponderando ainda que o espaço da comunicação (destinado ao novo Coronavírus) foi marcado por disputas de narrativas – reforçadas pelo papel que o Ministério da Saúde desempenhou. Outras diferenças fundamentais também precisaram ser levadas em consideração, a exemplo do tempo de incidência do HIV na sociedade, bem como as formas de participação social e estratégias coletivas no processo de enfrentamento ao vírus, além das alternativas de comunicação capazes de estimular afetos (como a solidariedade, a esperança ou mesmo o medo).

Ainda assim, os dados desse estudo revelaram realidades conflitantes no acesso à informação. 66% das pessoas em geral e 55% dos/as profissionais de saúde apontaram que estavam se informando e/ou passando informações referentes a Covid-19; por outro lado, apenas 29% dos/as usuários/as dos serviços de atenção às PVHAs receberam informações relativas ao Coronavírus. A mesma pesquisa apontou que 55% dos/as gestores/as de saúde afirmaram que desenvolveram materiais de comunicação sobre HIV e Aids relacionados a Covid, mas apenas 38% dos/as agentes de saúde confirmaram haver a presença de tais materiais.

Dos meios de comunicação citados pelos/as usuários/as como principal fonte de informação sobre o novo vírus, 72% responderam que a televisão era o principal meio utilizado, seguido do Instagram e Facebook (26%), jornais impressos/portais de notícia (26%) e Whatsapp (20%); outros 15% através de aplicativos desenvolvidos pelos governos locais, ou federal. Em contrapartida, 35% dos/as entrevistados/as relataram que buscaram informações em serviços de saúde e 28% recorreram às ONGs.

Para Carla Almeida, esses dados mostram “a potência da resposta comunitária, mesmo nesse momento, em que sabemos que as organizações de HIV e Aids têm enfrentado inúmeras dificuldades […] isso fala muito da importância da comunicação das organizações de base comunitária para o enfrentamento desses cenários”.

Dados como esses podem servir para balizar um leque de possibilidades de produtos e materiais de comunicação que venham a ser desenvolvidos pelo Movimento Aids e suas organizações. Porém, outra questão ainda permanece: Como falar de HIV/Aids de forma criativa em meio aos discursos de ódio? Esse foi o desafio que Gladys Almeida, coordenadora do Gapa Bahia tentou responder de forma elucidativa.

Ela lembrou que o discurso do ódio é um elemento histórico que atravessa a humanidade e que é preciso pensar em como essa prática perpassa a pandemia da Aids, de maneira a possibilitar um processo de construção de respostas, que encontram um dos principais pilares no princípio da liberdade de expressão, direito humano básico, garantido pela Constituição Federal de 1988 e pela Convenção dos Estados Americanos (da qual o Brasil é signatário). Entretanto, “a liberdade de expressão tem sanções normativas, logo não se pode usar dessa liberdade de expressão para ferir outros direitos garantidos constitucionalmente”, ponderou.

“Se a gente olhar para a pandemia de Aids, historicamente vamos ver mensagens (em jornais) como ‘atenção bissexuais, ela ou ele será o transmissor”, continuou a palestrante, que qualificou exemplos semelhantes como sendo práticas discriminatórias, refletindo sobre como tal forma de comunicação pode legitimar discursos de ódio e contribuir para reforçar estigmas e preconceitos.

Como resposta possível, ela traz a perspectiva dos direitos humanos, tradicionalmente abraçada pelo Gapa. “Há mais de 20 anos nós trabalhamos com a metodologia da educação jurídica popular, que prevê o desincastelamento do saber jurídico, trabalhar com as pessoas seus instrumentos legais, com oficinas e conteúdos práticos para que tenham acesso ao conteúdo dos direitos e, a partir daí, criem suas próprias linguagens e argumentos de enfrentamento às situações de ódio e violação de direitos”, afirmou.

“Outro aspecto é o lugar de quem fala; é preciso ouvir e interagir com a voz de quem clama por direitos”, destacando a interseccionalidade do debate e considerando ser “impossível dialogar sobre a temática de HIV e Aids, sem que ela se imbrique com outras questões sociais como raça, gênero e classe”, concluiu.

 

Painel 2 – Campanhas, como fazemos?

– Soluções criativas e possibilidades de comunicação humanizada

 

De fato, existem inúmeras formas criativas de se abordar o tema, a exemplo de novas formas de linguagem e mídia (como memes, stickers, podcasts e produção de conteúdo para redes sociais, etc.), até formatos mais ‘consagrados’, a exemplo das campanhas publicitárias desenvolvidas pela Gestos ao longo de seus 28 anos – como ‘A cerca’, ‘Nem com Fábio Júnior’, ‘O prazer de ser livre’, ‘A primeira noite de um homem’, ‘Os tempos mudrama‘, ‘O mundo não acabou’ e, mais recentemente, ‘Prevenção combinada‘ ‘Com adesão, tem solução’.

“Desses dias para cá, eu estava mexendo nos meus arquivos e a gente fez coisas incríveis, incríveis, incríveis, ainda nos anos 2000”, comentou Beto de Jesus, diretor da AIDS Healthcare Foundation Brasil (AHF Brasil), “impossível que, na nossa atual conjuntura, a gente possa repetir esses feitos; o que a gente tem percebido é que as campanhas estão tão genéricas que ninguém se encontra mais”, lamentou.

A AHF Brasil trabalha com atenção especial para o advocacy marketing ao pensar campanhas publicitárias, o que culminou em excelentes resultados obtidos ao longo das últimas décadas e influenciaram as políticas públicas de Aids aplicadas no país.

“A mensagem tem que vestir como uma roupa”, classificou, “ela não pode ficar folgada e não pode ficar apertada que te incomoda; a gente precisa conhecer qual é o corpo, como uma costureira que mede o tamanho do seu braço, do seu peito, tudo… para fazer uma roupa que caiba no seu corpo; a comunicação tem que ser entendida dessa mesma forma”.

Em sua avaliação, é preciso pensar grupos focais, compreender seus desejos e afetos, seu comportamento, suas práticas sociais e sexuais, além dos arcabouços referenciais que mantêm para, a partir daí, desenvolver processos de comunicação de nicho, adequando a linguagem (em toda sua pluralidade de códigos, símbolos, signos e ícones) ao público alvo (target) e pensar estratégias específicas de distribuição. O estudo de caso é outra etapa essencial para a concepção de materiais de comunicação efetivos, não basta apenas conhecer o público, mas também os mais diversos métodos preventivos. Dessa forma, é possível adequar as mensagens às diferentes realidades presentes nos boletins epidemiológicos.

“Se eu não perceber que o HIV e Aids, aqui no Brasil, está crescendo entre as populações mais periféricas e os jovens gays e HSHs, eu posso fazer qualquer tipo de campanha que não vai surtir efeito […], se eu falo que eu preciso de um plano singular de prevenção para cada pessoa, e esse para mim é o grande desafio, eu não posso fazer uma campanha falando única e exclusivamente no uso do preservativo”.

Foi dessa mesma experiência criativa mencionada por Beto de Jesus que norteou boa parte da trajetória de Harley Nascimento, Coordenador-geral do Fundo PositHiVo e que desenvolveu diversas campanhas preventivas e de conscientização ao HIV e à Aids para o Gapa BA, ainda durante os anos de 1990. “A gente primeiro entrou para trazer uma campanha que trouxesse uma perspectiva de uma narrativa contra hegemônica e contra o que se vinha fazendo no Brasil enquanto comunicação de massa”, referindo-se às campanhas governamentais daquela década, que carregavam forte teor alarmista e, tantas vezes, atentavam contra os direitos humanos e a integridade moral das PHVA.

“O Gapa Bahia trouxe uma mensagem baseada na valorização da vida e foi isso que nos moveu; trazer uma mensagem que fosse leve, podendo às vezes usar o humor, sem ser Braulios da vida” [em referência à uma peça publicitária governamental, lançada em 1996]. As campanhas do Gapa eram concebidas por jovens ativistas que haviam sido tocados pelo vírus de diferentes formas e, por conta disso, decidiram se mobilizar em prol de uma causa comum.

Com pouca experiência na área de comunicação, decidiram então se associar às agências de publicidade que auxiliavam no trabalho pro bono (caracteristicamente voluntário e em benefício público), construindo as peças de maneira horizontalizada. “Não dava para agência criar e achar que estava bom; a gente tinha que pensar junto e o briefing saía da equipe. Ao sair a primeira, ou segunda opção de campanha, era preciso ouvir a população”, relembrou.

Com uma metodologia inclusiva, as peças desenvolvidas por Harley e seus colegas eram avaliadas por um grupo diverso e plural e PHVAs, que avaliavam cada elemento simbólico e visual que era utilizado nas campanhas, a fim de promover uma comunicação socialmente relevante e inclusiva. Só após a aprovação do grupo focal, é que o material era produzido e veiculado.

“Também é muito interessante pensar a comunicação associada à mobilização de recursos”, complementou, evidenciando a possibilidade de se articular diferentes segmentos sociais que estejam comprometidos com o desenvolvimento de campanhas e ações de comunicação que façam aquilo que foi feito por Harley e seu grupo de ativistas: criar alternativas de contra hegemonia que valorizem a vida e a figura humana que convive com o HIV e a Aids.

Mantendo a experiência de valorização da vida como princípio norteador, o Fundo PositHiVo tem agido, para além de fomentar a rede de organizações apoiadas e/ou financiadas, promover experiências próprias de comunicação no contexto do Covid-19, realizando Lives e ações que buscam apresentar as lições que a comunicação voltada à prevenção do HIV tem a ensinar para as campanhas direcionadas à nova pandemia do Coronavírus, visando evitar a criação de novas estigmas sociais contraproducentes, que geram pânico e afastam a população do debate.

Painel 3Só me resta ficar nua….

Como falar de Aids quando toda a atenção está para a Covid?

– Engajando sujeitos e mobilizando afetos; a linguagem como elemento de transformação

“Conosco aconteceu uma experiência interessante”, disse Roselli Tardelli, editora-executiva da Agência de Notícias da AIDS (Agência AIDS) dando continuidade à conversa que havia tomado toda aquela manhã em uma tempestade de ideias. Durante o último painel expositivo do II Comunicaids, ela compartilhou: “nós não brigamos com a pauta do Covid, porque não tinha como brigar; é uma doença que chegou no mundo e em um ano e meio, matou mais gente do que em 40 anos do HIV… então fomos tentando dar jeitos e sabe o que aconteceu conosco? Nós tivemos um aumento da nossa audiência em seis vezes”.

Desde janeiro de 2021, quando os casos de contaminação do novo vírus começaram a eclodir ao redor do globo, a Agência AIDS passou a desenvolver e publicar artigos propositivos que uniam as duas patologias, direcionando-os ao seu público leitor. “Desde o início da pandemia a gente publica todos os dias uma boa notícia sobre o Covid, porque chegou uma hora que ninguém mais aguentava as más notícias da doença; é muita morte, é muito sofrimento, muita gente doente… ficou muito difícil”.

A partir de mensagens de esperança, o grupo apostou na mobilização dos grupos sociais, dando protagonismo às PHVAs e mostrando como o cenário epidemiológico estava modificando suas práticas cotidianas. A iniciativa utilizava a informação como instrumento de imunização, promoção de saúde, qualidade de vida e humanização, passando a produzir Lives de curta e longa duração, que somaram (até a presente data) um total de 18 transmissões, em parceria com outros grupos de comunicação e organizações da sociedade civil. “Fomos trazendo mais atores que vivem com HIV e Aids para ocuparem esse espaço”, diz a editora-executiva.

“Falar das minhas vivências, das dificuldades que eu encontrei ao longo dessas três décadas vivendo com HIV é fundamental para que outras pessoas se identifiquem nas dificuldades e também nas vitórias”, continuou Vanessa Campos, Secretária Nacional de Comunicação da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+Brasil), que há 31 anos vive com o vírus e, durante a nova pandemia, criou a página SoroposiDHIVA, onde a comunicadora e ativista compartilha suas próprias e vivências de forma humanizada e natural, como quem conversa com velhos amigos.

“No contexto sanitário e político que nós vivemos, isso proporcionou que muitas pessoas recém diagnosticadas e à deriva, em meio a serviços fechados e atendimentos reduzidos, encontrassem alguém para se identificar e tirar muitas dúvidas”. Ela é bastante cuidadosa ao diferenciar os locais de diferentes discursos, compreende a importante voz da ciência (que em sua avaliação deve ser ouvida e repercutida), mas dá um papel de destaque para o peso da experiência empírica nos processos comunicativos para PHVAs. “Como a Roselli bem trouxe, precisamos falar de vitórias; precisamos acreditar que apesar disso, existem condições de seguir em frente […], nada como ouvir alguém que vive com HIV para se sentir próximo […] as pessoas precisam se sentir próximas de quem está vivendo”, compartilhou com o público – que àquela altura já acompanhava quase 4h de programação dividida ao longo do dia.

“Eu acredito que quando a gente se despe do preconceito e se coloca acima do estigma que está posto, mostramos para as pessoas que elas também podem enfrentar isso”, concluiu Vanessa.

Porém, como evidenciou o último palestrante do II Comunicaids, o jornalista e Editor-Executivo do portal Saúde Pulsando (que também vive com HIV), Paulo Giacomini, processos comunicativos que enfrentem estigmas e preconceitos também são atravessados por dois outros processos complementares: a interação social e a ressignificação de elementos linguísticos.

“Ainda que parte da comunicação contemporânea que a gente consome (mesmo que mais aberto à participação popular) esteja estruturada no modelo informacional – aquele que pressupõe um emissor, a mensagem, um canal e um receptor – a comunicação que a gente está envolvido exige a participação comunitária”, afirmou o jornalista. “Um perfil colocado em uma rede social que não interage com o seu leitor/seguidor, não tem engajamento, não proporciona vínculo e é abandonado, é cancelado; então, estamos falando de uma comunicação real, prática e que se opõe a um conceito”.

Em um contexto de múltiplas informações, emitidas e distribuídas a todo momento, o receptor das mensagens atribui novos significados àquilo que consome. Nesse sentido, os processos de ressignificação da linguagem se intensificam e acontecem a partir de complexos arcabouços que são referenciais e profundamente subjetivos, pois são próprios às identidades de cada indivíduo.

“O foco é não banalizar o HIV; pessoas com HIV não são vetores, nem conceitos epidemiológicos; são pessoas cujo o agravo à saúde lhes faz vítimas de violação de direitos, de preconceito e descriminação que alimentam, inclusive, a culpa, a estigma, a prevenção, o tratamento, a saúde pública e a eliminação da epidemia de Aids no Brasil e no mundo até 2030, como propõe a UNAIDS, a OMS e a ONU; o foco é a produção de sentidos sociais que possam contribuir para a mudança de comportamento, para um comportamento de auto cuidado (tanto para a prevenção, quanto para o tratamento)”, dissertou Paulo Giacomini, demonstrando que para se atingir tal mudança de comportamento, é preciso que discursos e terminologias sejam alinhados, tanto nas redes de comunicação, quanto na vida cotidiana.

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