Reunião de Alto Nível da ONU divulga declaração pelo fim da tuberculose

26/09/2018 - Redação Gestos

A Gestos participa nesta quarta-feira, em Nova York, nos Estados Unidos, da Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Tuberculose. Na abertura do evento, sob coordenação da diretora do Programa Global de TB da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tereza Kasaeva, foi aprovada por aclamação a declaração política governamental, resultado de uma construção de vários meses de trabalho. A declaração, intitulada “Unidos pelo Fim da Tuberculose: uma resposta global forte a uma epidemia global”, é um passo importante para o combate ao estigma, à discriminação e à garantia de testagem, tratamento e benefícios sociais nas agendas dos governos.

Com a declaração, os Estados-Membros da ONU reconhecem a tuberculose como importante problema de saúde pública e se comprometem a implementar ações para o enfrentamento da epidemia, incluindo apoio e cuidado às comunidades afetadas, respeito aos direitos humanos e às realidades locais. O fim da tuberculose é uma das metas da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável, assinada pelos 193 países signatários da ONU.

A Organização Mundial de Saúde divulgou recentemente um relatório sobre a situação da tuberculose no mundo.

A versão final da declaração divulgada hoje na ONU pode ser acessada através aqui.

Reuniões Preparatórias

Jair Brandão, assessor de Projetos da Gestos, está em Nova York e desde o último sábado (22/09) tem participado dos eventos que antecederam a conferência da ONU, em negociações e reuniões com a delegação brasileira, com representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e da articulação Stop TB Partnership.

 

Entres os debates promovidos, um café da manhã nesta quarta (26/09) reuniu os participantes da Reunião de Alto Nível sobre Tuberculose que desenvolvem trabalhos sobre a co-infecção de Tuberculose e HIV. O diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé, destacou que no ano de 2016 foram registrados mais de 1 milhão de casos de tuberculose entre pessoas que vivem com HIV, o que significa 10% do total de casos de tuberculose no mundo.

Em 2016, 1,7 milhão de pessoas morreram por causa da infecção. A tuberculose é a principal co-infecção que atinge pessoas vivendo com HIV, sendo também a maior causa de mortes nestes casos. Uma a cada cinco mortes registradas por tuberculose são de pessoas vivendo com HIV, nada menos que 22% dos óbitos registrados. Também em 2016, 374 mil pessoas vivendo com HIV morreram em decorrência da tuberculose (40% das mortes relacionadas à Aids).

O encontro serviu para a troca de experiências entre profissionais que atuam no campo da saúde e da prevenção do HIV/Aids e da Tuberculose e contou com a presença também de outras autoridades, como Tedros Adhanom, diretor-deral da Organização Mundial da Saúde; Lucica Ditiu, diretora-executiva do Stop TB Partnership; e Eunice Vega López, diretora médica da Medical IMPACT.

Apesar dos números alarmantes, a tuberculose tem cura. Para diminuir o número de casos é preciso um esforço para diagnosticar e tratar as pessoas que sofrem com a infecção. O tratamento dura vários meses e uma das dificuldades enfrentadas para o combate à doença é o abandono da medicação a partir dos primeiros sinais de melhora do paciente.

> As informações são da Parceria Brasileira contra a Tuberculose/Stop TB Brasil