Gestos lança edição digital do livro “A AIDS Envelheceu”, sobre os 40 anos da epidemia de HIV no Recife
O livro “A AIDS Envelheceu: quatro décadas da epidemia de HIV no Recife contadas por profissionais e ativistas”, publicado pela Gestos, agora está disponível na versão digital gratuita. Escrita pelo sociólogo Acioli Neto, cofundador da organização, a publicação reúne entrevistas com 13 profissionais de saúde e ativistas que vivenciaram o período mais difícil da epidemia de HIV no Recife. As pessoas ouvidas resgatam, através da memória, a história do enfrentamento ao HIV e à AIDS, lançando também seus olhares sobre resposta ao HIV, ao estigma e ao preconceito.
Baixe aqui a edição digital.
O livro é fruto do projeto “A AIDS Envelheceu”, desenvolvido pela Gestos, no ano passado, com o apoio do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (Comdir). Ao longo de 2025, a organização lançou um outro olhar sobre a temática do HIV/AIDS: o envelhecimento. O público com mais de 60 anos ainda é historicamente invisibilizado nas políticas públicas de prevenção e cuidado, sendo que as infecções cresceram mais de 400% nessa faixa etária na última década no Brasil.
A versão digital gratuita democratiza o acesso ao livro, que torna públicas histórias marcantes e mantém vivas as memórias de uma trajetória que ainda não acabou, e é uma ação que integra a missão da Gestos em atuar para a construção de um futuro mais justo e equitativo na resposta ao HIV e à AIDS.
Entre as pessoas entrevistadas, estão nomes como Jarbas Barbosa, diretor-geral da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS); Ana Brito, pesquisadora da Fiocruz e primeira coordenadora estadual de DST/AIDS (como se chamava na época); Frederico Rangel, infectologista e primeiro diretor do Hospital Correia Picanço; Ana Aurora, psicóloga pioneira no atendimento a pessoas vivendo com HIV/AIDS; e François Figueiroa, epidemiologista coordenador do Programa de DST/AIDS de Pernambuco durante 24 anos.
