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Gestos participa de workshop em Brasília sobre o “Levantamento Nacional de Estigma Relacionado ao HIV e AIDS nas prisões”

Gestos participa de workshop em Brasília sobre o “Levantamento Nacional de Estigma Relacionado ao HIV e AIDS nas prisões”

A Gestos esteve em Brasília nos dias 25 e 26 de agosto participando de um workshop voltado para a construção do “Levantamento Nacional de Estigma Relacionado ao HIV e AIDS nas prisões”. O evento foi promovido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), com apoio do Ministério da Justiça, reunindo representantes do governo e da sociedade civil.

A representação da Gestos ficou por conta de Jô Meneses, coordenadora de Educação e Assistência, e Thiago Jerohan, assessore de projetos. 

O encontro teve como objetivo discutir, planejar e alinhar metodologias para a coleta de dados sobre estigma e discriminação contra pessoas vivendo com HIV/AIDS em contextos prisionais. O levantamento é uma pesquisa inédita, feita com base no Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV

O Índice é uma iniciativa internacional já aplicada em diversos países e que, no Brasil, teve a edição mais recente lançada em maio deste ano com apoio da Gestos e de outras organizações parceiras. 

Segundo dados do Unaids, pessoas privadas de liberdade são 7,2 vezes mais propensas a viver com HIV que pessoas adultas da população em geral, números que indicam a urgência de políticas que enfrentem não apenas o estigma e a discriminação, mas também as desigualdades estruturais presentes no sistema prisional, garantindo direito à saúde, prevenção e cuidado adequado a todas as pessoas.

Com a nova pesquisa, a metodologia será adaptada pela primeira vez à realidade das unidades prisionais, espaços marcados por altos índices de infecção por HIV, além de apresentarem barreiras no acesso à prevenção, ao diagnóstico e aos cuidados em saúde.

Jô Meneses reforça a importância desse projeto para trazer novos dados e ampliar o debate sobre estigma. “Estamos felizes de estar nessa nova iniciativa e esperando que essa pesquisa traga novos dados, amplie o que a gente já tem falado sobre estigma e contribua na construção de políticas que enfrentem e eliminem o estigma da vida das pessoas que vivem com HIV”, afirma.

De acordo com Thiago Jerohan, “a pesquisa é uma ferramenta fundamental para identificar e documentar situações de preconceito, discriminação e violações de direitos humanos e pode fortalecer o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas e eficazes nas unidades prisionais”.

Crédito das fotos: UNAIDS Brasil/Bruna Souza