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Gestos leva jovens ativistas para atuarem como correspondentes na AIDS 2026

Gestos leva jovens ativistas para atuarem como correspondentes na AIDS 2026

A Gestos levará três integrantes do Grupo de Trabalho Jovem (GT Jovem) da organização para a AIDS 2026, a 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, que acontece no Rio de Janeiro. As participantes Evelyn Pereira, Dianna Silva e Artia atuarão como correspondentes, acompanhando e comunicando sobre as atividades que serão realizadas no principal evento do mundo dedicado ao debate de caminhos para a superação do HIV.

A iniciativa integra o projeto regional “Incidir e Comunicar: Jovens em Ação”, que reúne, além da Gestos, outras cinco organizações da América Latina: Profamilia (Colômbia), LLAVES (Honduras), CEMOPLAF (Equador), UNES (Paraguai) e Fundheg (Argentina), com apoio da Federação Internacional de Planejamento Familiar Região das Américas e do Caribe da (IPPF ACRO). O projeto tem como propósito ampliar o acesso equitativo à Profilaxia Pré-Exposição PrEP entre adolescentes e jovens da região e fortalecer a participação da juventude nos principais espaços de incidência política.

Antes da conferência, as jovens passaram por um processo de formação, através da Escola Regional de Incidência Política, programa promovido pela IPPF, que contou com quatro sessões virtuais dedicadas a HIV e PrEP, direitos sexuais e reprodutivos, incidência política e comunicação estratégica, esta última voltada especificamente à preparação para a cobertura do evento.

Na AIDS 2026, as correspondentes da Gestos irão documentar painéis, rodas de diálogo e espaços de incidência, dando visibilidade às demandas de adolescentes e jovens por acesso aos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV, com destaque para a ampliação da PrEP em serviços de saúde inclusivos para essa população. 

Esse contato com realidades de outros países da região refletiu no olhar das participantes sobre as próprias políticas públicas de HIV. Para Evelyn Pereira, a experiência ampliou significativamente essa perspectiva. “Antes eu tinha um viés muito mais brasileiro, muito mais local. Agora eu entro em contato com pessoas do mundo inteiro, principalmente da América Latina e do Caribe, e posso saber como são as políticas públicas e os direitos humanos onde elas moram. Tem sido uma experiência enriquecedora”, relata. 

Além da dimensão regional, Evelyn associa a ida à conferência a uma trajetória pessoal de aproximação com os temas de direitos humanos. “A AIDS 2026 será um encontro global muito importante, ainda mais no momento político que estamos vivendo, o momento de regressão de direitos. Ter acesso a espaços como esse é algo que eu sonhava em ter quando estava na faculdade, ou até quando era mais nova. A Gestos, por meio do projeto, tem me proporcionado isso, ainda mais como uma pessoa que é pesquisadora e tem vontade de fazer mestrado em áreas de direitos humanos e políticas públicas. Isso tem sido uma porta de entrada para esses temas”, afirma.  

Já para Dianna Silva, a experiência no projeto está diretamente ligada ao papel que a Gestos teve em abrir esse espaço para jovens. “Sou profundamente grata à Gestos por acreditar em mim, investir na juventude e criar oportunidades que transformam vidas. Além de ser um espaço extremamente acolhedor, a organização tem me aproximado cada vez mais da política, da comunicação e da defesa dos direitos humanos, mostrando que é possível construir mudanças reais quando trabalhamos de forma coletiva”, enfatiza.

A partir dessa oportunidade, Dianna também projeta o que esse encontro internacional pode representar para sua formação. “Acredito que vai ser uma experiência única, em que vou ter acesso a muitas possibilidades, conhecer pessoas de diferentes países, culturas e realidades, trocar experiências, aprender com profissionais, pesquisadores e ativistas do mundo inteiro, além de ampliar minha visão sobre os desafios e avanços na resposta ao HIV e à AIDS. Quero voltar dessa experiência mais preparada para fortalecer o trabalho que já desenvolvo e continuar mobilizando outros jovens por meio da comunicação”, finaliza. 

Artia chama a atenção para a diversidade de vivências que vai marcar a conferência e as diferentes linguagens que a discussão sobre HIV/AIDS pode assumir no evento. “Vai ter gente do mundo todo reunida lá, trocando informação, incidindo, discutindo questões. Enquanto GT Jovem, estamos nos programando para cobrir as atividades ligadas à juventude, o que deixa a coisa muito mais divertida. Algo que nos provoca é perceber que esse espaço não precisa ser quadrado de discussões secas e tecnicistas, a discussão sobre HIV e AIDS também pode ser artística e cultural. Claro que vai ter a discussão médica o tempo inteiro, mas também existem outros aspectos da temática que podem ser explorados”, complementa.

Durante a conferência, os conteúdos produzidos pelas correspondentes serão publicados no perfil da Gestos no Instagram.

Após o encerramento da AIDS 2026, os aprendizados serão compartilhados por meio de encontros e atividades realizados com os demais integrantes do GT Jovem, ampliando o alcance da experiência. Assim, o conhecimento adquirido não fica só com quem esteve no evento, mas chega a todo o grupo, fortalecendo o trabalho de incidência política liderado por jovens na Gestos.

Temas deste texto: AIDS 2026 - GT Jovem - HIV/AIDS