XXII Candlelight mobiliza Recife em memória das vítimas da AIDS e em defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV
Recife recebe, no próximo dia 5 de junho (sexta-feira), das 17h às 19h, na Praça do Derby, área central da cidade, o XXII Candlelight 2026 – Vigília em memória das pessoas que se foram em decorrência da AIDS e em defesa das que vivem com HIV. Atualmente 38 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo.
A vigília é coordenada pela Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+). No Recife, é promovida pelo Grupo de Trabalho em Prevenção Posithivo (GTP+), com apoio do Movimento AIDS de Pernambuco, da ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero e da Escola Livre de Redução de Danos.
Reconhecido internacionalmente, o Candlelight Memorial teve início em 1983, em São Francisco, nos Estados Unidos, quando ativistas passaram a utilizar vigílias à luz de velas para homenagear pessoas que morreram em decorrência da AIDS e denunciar o preconceito e o silêncio que cercavam a epidemia. Mais de quatro décadas depois, a mobilização segue presente em diversos países, transformando a memória em ação política e solidariedade.
Neste ano, o tema global da campanha é “Ilumine o legado. Lembre-se. Avance. Aja”. Na capital pernambucana, o evento adota como lema “Iluminar memórias, fortalecer vidas – viver é resistir”, reafirmando o compromisso com a defesa dos direitos humanos, o combate ao estigma relacionado ao HIV e à AIDS e a valorização das trajetórias de vida de pessoas afetadas pela epidemia.
Além de homenagear as pessoas que perderam suas vidas, a vigília busca fortalecer a mobilização social em torno da prevenção, do acesso à saúde, do cuidado integral e da garantia de direitos das pessoas que vivem com HIV.
Para os organizadores, o Candlelight permanece como um espaço de encontro, reflexão e resistência coletiva. Em um contexto marcado por desafios persistentes relacionados à discriminação e às desigualdades no acesso à informação e aos serviços de saúde, a iniciativa reforça que a resposta à epidemia não se constrói apenas com avanços científicos, mas também por meio da solidariedade, do afeto e da participação social.
A atividade é aberta ao público e convida movimentos sociais, organizações da sociedade civil, profissionais de saúde, ativistas, estudantes e toda a população a participar desse momento de memória, acolhimento e compromisso com a vida.
