Gestos participa da 8ª Reunião do Fórum dos Países sobre Desenvolvimento Sustentável no Chile

Começou nesta segunda-feira, 31 de março, e vai até a sexta, 4 de abril, a 8ª Reunião do Fórum dos Países sobre Desenvolvimento Sustentável (Foro LAC), na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em Santiago, no Chile. Governos da América Latina, do Caribe e de outras regiões do mundo, juntamente com sociedade civil, autoridades e especialistas do Sistema das Nações Unidas, organizações internacionais e regionais, setor privado e academia estão reunidos para analisar o progresso e os desafios relacionados à implementação da Agenda 2030 na região, cinco anos antes do prazo estabelecido para seu cumprimento.
Nesta terça (1º), das 19h às 20h30, como parte dos eventos paralelos, a Gestos promove a sessão “Crises climáticas, de saúde e de direitos sexuais e reprodutivos: existem soluções para a ALC”, ao lado da Onusida (Unaids para América Latina), da Fundação de Direitos Humanos, Equidade e Gênero (Fundheg – Argentina), da Fiocruz (Brasil) e da IPPF ACRO. A assessora de comunicação e advocacy Gestos, Júlia Galvão, fará uma fala sobre “Mulher trans e clima: uma experiência de incidência no Brasil”, compartilhando o projeto “Trans pelo clima”, realizado pela organização.
Registre-se aqui para acompanhar a sessão ao vivo.
A equidade de gênero na saúde significa que todas as pessoas jovens, mulheres e meninas têm as mesmas oportunidades de desfrutar de boa saúde, um direito humano básico e fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Na América Latina e no Caribe, porém, muitos fatores socioeconômicos relacionados a etnia, orientação sexual, deficiência, status de imigração, racismo e colonialismo dificultam o acesso equitativo à saúde.
Esses fatores foram agravados pelas emergências climáticas, que afetam diretamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 (Saúde e Bem-estar ), ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), ODS 14 (Vida na Água) e ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), distanciando ainda mais a América Latina e o Caribe do alcance das metas acordadas na Agenda 2030. Essa situação é agravada por um novo contexto geopolítico que incita uma guerra contra os direitos humanos e a igualdade de gênero e nega a existência de uma crise climática.
A sessão “Crises climáticas, de saúde e de direitos sexuais e reprodutivos: existem soluções para a ALC” reunirá sociedade civil, representantes de governos, do sistema da ONU e da academia e com o objetivo de destacar a relação entre clima, equidade de gênero e saúde, incluindo saúde sexual e reprodutiva, com base na sinergia entre o Acordo de Paris, a Agenda 2030 e o Plano de Ação de Pequim, para discutir alternativas e soluções para os desafios que nossa região enfrenta.
Confira a nota conceitual e o programa da sessão “Crises climáticas, de saúde e de direitos sexuais e reprodutivos: existem soluções para a ALC”: evento_paralelo_foro_lac_2025.
Nesta segunda (31), no fórum da sociedade civil, que antecedeu a abertura oficial do evento, a cofundadora da Gestos Alessandra Nilo compôs a mesa de abertura com uma intervencao sobre finaciamento para o desenvolvimento sustentável.
Mais sobre o Foro LAC 2025
Mais de 600 pessoas estão confirmadas para participar do encontro no Chile, que conta com uma série de diálogos sobre ações globais, regionais e nacionais como uma inovação especial. Além disso, 38 eventos paralelos serão realizados no âmbito do Foro LAC, organizados pela sociedade civil, o Sistema das Nações Unidas, os governos membros da Cepal, o setor privado e outras entidades participantes.
Na abertura do fórum, foi apresentado o 8º relatório sobre o progresso e os desafios regionais em relação à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável na América Latina e no Caribe, intitulado “América Latina e Caribe nos Cinco Anos Finais da Agenda 2030: Liderando Transformações para Acelerar o Progresso”, preparado pela comissão. O relatório descreve os desafios adversos, tanto internacionais quanto específicos da região, que dificultam os esforços para cumprir a Agenda 2030 e aborda as expectativas para atingir os ODS.
Ele também analisa em profundidade os desafios específicos e as alternativas para acelerar o cumprimento do ODS 3 (Saúde e Bem-estar ), ODS 5 (Igualdade de Gênero) , ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) , ODS 14 (Vida na Água) e ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), ao mesmo tempo em que destaca a relevância e o papel de todas as partes interessadas na tomada de ações conjuntas e coordenadas para adotar novas estratégias e abordagens que busquem gerenciar as transformações estruturais necessárias para evitar armadilhas estruturais e acelerar o progresso em direção ao cumprimento da Agenda 2030.
Confira aqui a transmissão ao vivo do 8º Foro LAC.