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Coordenadora-geral da Gestos discursa durante audiência preparatória da ONU

Coordenadora-geral da Gestos discursa durante audiência preparatória da ONU

A Coordenadora-geral da Gestos, Alessandra Nilo, participou na tarde da sexta-feira (23/04) da audiência preparatória para a Reunião de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre HIV e AIDS, que acontecerá no início de junho de 2021. Durante o encontro online que reuniu lideranças de todo o mundo, a fundadora da ONG destacou que a crise da Covid-19 tem deixado as pessoas que vivem com HIV e AIDS mais vulneráveis. E, justamente por isso, não é o momento para a redução de volume de recursos para erradicar o vírus.

A audiência contou com a contribuição de pessoas vivendo com HIV e AIDS, representantes da sociedade civil, Estados-Membros, legisladores e integrantes do setor privado. Todos relataram aspectos que consideram importantes serem abordados durante a Reunião de Alto Nível da ONU. Esse evento será decisivo para identificar os obstáculos e propor caminhos para fazer com que a AIDS deixe de ser uma ameaça à saúde pública global até 2030.

Participação

Em seu discurso, realizado à tarde, Alessandra Nilo enfatizou a necessidade de mobilizar recursos. “É hora de parar as políticas de austeridade que apenas alimentam as desigualdades. Países devem se comprometer a aumentar a mobilização de recursos através de uma taxação progressiva, incluindo taxas de transações financeiras e mecanismos de taxas seletivas. Devem erradicar imposto corporativo abusivo e sonegação de impostos, que drenam recursos chaves a serem endereçados à saúde e desigualdade de gênero e raça”, destacou.

Covid-19

Sem deixar de lado as consequências da pandemia em curso, a coordenadora-geral da Gestos lembrou que a realidade interseccional se tornou ainda mais complexa e, por isso, precisa de ainda mais atenção de organismos multilaterais como a ONU. “A realidade é que as respostas à AIDS estão entrando em colapso devido às crises da Covid-19. Milhões de pessoas que vivem com ou são vulneráveis ​​ao HIV não têm acesso a água, saneamento, alimentos e vacinas. É o caso do Brasil, por exemplo, cuja resposta à pandemia é um desastre completo”, pontuou.

Confira abaixo o vídeo com a participação de Alessandra Nilo na reunião:

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