Representantes da OPAS visitam a Gestos e debatem combate à tuberculose

16/04/2019 - Redação Gestos

Uma equipe de representantes da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) esteve na Gestos na última semana para debater a participação da sociedade civil organizada nas ações de combate à tuberculose (TB) no Brasil e nas políticas públicas voltadas para a saúde. Também participaram do encontro representantes das secretarias de Saúde de Pernambuco e do Recife, além de integrantes do Ministério da Saúde.

Ao todo, três equipes da OPAS estão viajando o Brasil, visitando entidades e conhecendo o sistema de saúde do país, focados em diferentes abordagens. Além do Recife, as equipes estão visitando Manaus, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A expectativa é que os especialistas concluam um relatório com recomendações ao país sobre a situação do combate à tuberculose. Especificamente em Pernambuco, o interesse da entidade foi o de conhecer melhor a atuação da sociedade civil nas questões de saúde e no acompanhamento da gestão da saúde.

Durante a reunião, Alessandra Nilo, coordenadora-geral da Gestos, ressaltou a atual situação política do país de restrições à atuação e à participação da sociedade civil organizada nas instâncias de consulta e decisão para a elaboração de políticas públicas. A Gestos faz parte da coordenação colegiada da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose/STOP TB Brasil – fórum formado diversos segmentos com atuação Brasil, visando ações de controle da tuberculose.

Situação da TB no Brasil

No caso da tuberculose, a doença está associada à pobreza e à desigualdade social do país. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016, a tuberculose afetou 70 mil pessoas, das quais 4.426 morreram. No país, 12 pessoas morrem por dia em decorrência da doença. A tuberculose é a principal infecção oportunista que afeta as pessoas vivendo com HIV/Aids no mundo, provocando muitas mortes.

Apesar de ser uma doença curável, é grande o número de pessoas que abandonam o tratamento é alto. Entre os motivos citados pelos profissionais de saúde durante a reunião com a comitiva da OPAS aparecem a longa duração tratamento e também a dificuldade de transporte das pessoas afetadas para pegar a medicação nas unidades de saúde.