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Gestos marca presença no 1º Encontro da Articulação Nacional Mulheres e Clima, em Brasília

Gestos marca presença no 1º Encontro da Articulação Nacional Mulheres e Clima, em Brasília

A Gestos esteve presente no 1º Encontro Nacional sobre Mulheres e Clima à convite do Ministério das Mulheres. O evento aconteceu em Brasília no último dia 10 e é uma iniciativa para integrar a agenda de gênero e justiça climática em preparação para a 30ª COP30, que este ano será sediada na cidade de Belém (PA), no mês de novembro.

Representada pela assessora de Comunicação e Advocacy, Júlia Galvão, a Gestos contribuiu para o fortalecimento das pautas referentes à justiça climática. Ao longo do encontro, o Ministério das Mulheres lançou o “Plano de Ações Integradas Mulheres e Clima” com projeção de atuação até 2035. O plano é estruturado em dez eixos estratégicos, incluindo a criação de uma articulação nacional com reuniões mensais de incidência, a presença nas agendas nacionais e internacionais, além de um amplo financiamento de ações relacionadas ao tema.

Na metade do evento, as participantes, vindas de diferentes organizações da sociedade civil, também foram divididas em Grupos de Trabalho (GTs). Neste momento, a Gestos apresentou o que vem sendo feito nos últimos anos, trazendo a perspectiva da Agenda 2030, do desenvolvimento sustentável, da diversidade e da saúde sexual e reprodutiva no contexto climático. Também contribuímos para elaborar estratégias e recomendações para orientar esse processo, tanto no nível de documentos quanto na atualização dos planos nacionais já existentes.

O encontro foi uma importante oportunidade para discutir a questão da crise climática ao lado das comunidades mais atingidas. Mulheres e meninas indígenas, quilombolas, negras, rurais, periféricas e em situação de vulnerabilidade enfrentam riscos desproporcionais em comparação com outros grupos sociais. 

A respeito da atuação da Gestos no evento, Júlia Galvão afirma que “Participar do encontro foi fundamental para reafirmar que não existe justiça climática sem justiça de gênero. A construção de soluções precisa incluir as experiências das mulheres. Na Gestos, temos buscado fortalecer esse debate a partir de uma perspectiva de direitos humanos, trazendo para o centro da discussão temas como diversidade, saúde sexual e reprodutiva e desenvolvimento sustentável”. 

Crédito da foto: Filipe Araújo/MinC