Todo dia uma batalha

10/04/2018 - Redação Gestos

O ator Cleyton Cabral apresenta Solo de Guerra, monólogo com direção de Luciana Pontual, que faz um apanhado da experiência pessoal junto a elementos ficcionais na vida do protagonista homossexual

A guerra é travada entre soldadinhos verdes e barbies. É um grito de amor, e o amor é o que o protagonista sempre desejou. A guerra é a metáfora, o exercício diário de se enfrentar o machismo. De acordo com Cleyton Cabral: o espetáculo é um grito, mas também é um abraço.

O ator e dramaturgo investiga os meandros da homofobia e seus efeitos nos âmbitos privado e público. Mesclando ficção e biodrama, ele constrói uma narrativa delicada e ao mesmo tempo forte, tendo como ponto de partida as memórias de um homem. Gay, ele é confrontado com expectativas heteronormativas durante toda a vida.

A direção de Luciana Pontual é segura e utiliza bem elementos singelos, como brinquedos e balões, para ampliar a força do texto. A atuação de Cleyton equilibra bem momentos de tensão emocional e alívio cômico. Costurando a dramaturgia com histórias pessoais, assim como dados relativos à homofobia no Brasil, país que mais mata LGBTs no mundo, ele faz do solo um momento de catarse individual e coletiva.

Serviço
Local: Teatro Hermilo Borba Filho
Datas: 20, 21, 22, 27, 28 e 29 de abril
Horários: Sextas e sábados – 20h, domingos – 18h
Valores: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia)
Antecipados (meia entrada para todos)
Link: bit.ly/solodeguerra-abril